Em entrevista concedida à BBC Brasil na quinta‑feira, o economista André Lara Resende negou que sua proposta de reduzir a taxa Selic para cerca de 7,5% em 12 meses constitua um tabelamento dos juros. Segundo ele, a ideia é levar a taxa a um patamar compatível com os juros internacionais, o que representaria ao menos a metade da taxa de juros real vigente. Em artigo publicado em 25 de setembro, Resende atribuiu aos juros elevados o principal peso no desequilíbrio fiscal e sugeriu ancorar a Selic entre a meta de inflação de 3% e o crescimento nominal potencial estimado em 5,5%. O economista ainda recordou a experiência da URV, adotada em 1994, ressaltando que não há garantia de sucesso, mas que a proposta tem alta probabilidade de dar certo se bem entendida e implementada. Negou também qualquer reunião marcada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando os boatos como tentativa de desqualificar a proposta, citando a deputada Gleisi Hoffmann como apoiadora e apontando críticas vindas do mercado financeiro. O texto menciona ainda o ticker META, sem vínculo direto ao tema tratado.
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