O Bank of America (BofA) anunciou uma previsão de que o Federal Reserve (Fed) realizará mais duas altas de juros até o final de 2026, contrariando a expectativa do mercado que precifica apenas uma elevação. Essa aposta em um ciclo de aperto monetário mais prolongado sugere que as taxas de juros americanas permanecerão elevadas por mais tempo do que o esperado. Um paralelo histórico pode ser traçado com o ciclo de aperto do Fed entre 2004 e 2006, quando 17 aumentos consecutivos de juros levaram a uma reavaliação dos múltiplos de mercado e pressão sobre emergentes. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação do Payroll dos EUA em 2 de outubro de 2026, que pode reforçar ou enfraquecer a tese do BofA. No médio prazo, se a inflação persistir, o cenário de juros mais altos nos EUA se consolida, limitando o apetite por risco global.
Nas próximas 3-6 semanas, o mercado deverá digerir a previsão do BofA, com uma possível pressão inicial sobre ativos de risco. O gatilho principal será a divulgação de dados econômicos chave, como o Payroll dos EUA em 2 de outubro de 2026. Se esses dados continuarem fortes, a tese de 'higher for longer' ganha força, mantendo o dólar forte e pressionando ações de crescimento e cripto. No médio prazo (3-6 meses), se a inflação não ceder, o Fed pode de fato seguir um caminho mais hawkish, limitando o upside de ativos de risco e favorecendo o setor financeiro e o dólar.
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