A Petróleo Brasileiro S.A., Petrobras (PETR4), comunicou ao mercado em 27 de outubro de 2026 que recebeu o Ofício nº 285/2026/CVM/SEP/GEA-1 da Superintendência de Relações com Empresas da CVM. O ofício solicitava esclarecimentos sobre uma reportagem da CNN Brasil que citava declarações da presidente Magda Chambriard a respeito da queda das ações da estatal após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um movimento classificado pela executiva como especulativo. A CVM questionou a veracidade da notícia e a razão pela qual o episódio não foi considerado um fato relevante. Em resposta, a Petrobras confirmou que a presidente concedeu entrevista à Reuters em 26 de outubro de 2026, onde expressou sua percepção de que a oscilação do mercado não refletia os fundamentos da companhia naquele momento, referindo-se à solidez da Petrobras e de sua carteira de investimentos, informações já públicas. A empresa argumentou que as declarações ocorreram em um cenário de forte volatilidade no mercado de capitais brasileiro, que afetou diversos valores mobiliários na B3, e que não houve divulgação de decisão, alteração de estratégia, projeção, resultado ou qualquer informação nova e material. A Petrobras afirmou que, em seu entendimento, não havia ato ou fato que demandasse divulgação por Fato Relevante, conforme a Resolução CVM nº 44/2021, reafirmando seu compromisso com a divulgação tempestiva de informações.
O desfecho dependerá da avaliação da CVM sobre a suficiência dos esclarecimentos prestados pela Petrobras. A CVM pode aceitar a justificativa ou iniciar um processo para apurar possível infração às regras de divulgação de fato relevante, embora a data para tal decisão não tenha sido informada.
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