A notícia da CryptoSlate destaca uma "explosão" nos rendimentos dos títulos de dívida globais, em conjunto com um alerta recente do Banco da Inglaterra, como um catalisador para a narrativa de adoção do Bitcoin. Tradicionalmente, rendimentos de títulos em alta tornam ativos de risco menos atraentes, mas a análise sugere que a instabilidade macroeconômica e a desconfiança em moedas fiduciárias impulsionam a busca por alternativas como o Bitcoin. Isso se reflete em uma percepção positiva para BTC e ETH, enquanto ETFs de títulos de longo prazo como TLT enfrentam pressão negativa devido à queda nos preços dos bonds. Em 2020, durante a incerteza da pandemia e a flexibilização monetária global, o Bitcoin teve uma valorização de mais de 300%, demonstrando sua resiliência em momentos de crise. O próximo ponto a monitorar é a divulgação do payroll dos EUA em 2 de outubro de 2026, que pode influenciar a política monetária e, consequentemente, os rendimentos dos títulos globais. No médio prazo, a resiliência do Bitcoin e sua capacidade de se descorrelacionar dos ativos tradicionais serão testadas pela continuidade do aperto monetário e pela aceitação de pagamentos e reservas em BTC por empresas e instituições.
O que define o desfecho: a capacidade dos bancos centrais de estabilizar as expectativas de inflação e os rendimentos dos títulos globais, e os dados de fluxo institucional para ETFs de Bitcoin, que são divulgados semanalmente. Acompanhar a evolução das políticas monetárias e o impacto nos mercados de dívida.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real