Rússia vê improvável compromisso no Irã, apesar de negociações intensas

Konstantin Kosachev, vice-presidente do Conselho da Federação da Rússia, declarou em entrevista à agência TASS que a situação em torno do Irã pode se desenvolver de várias maneiras, mas um cenário de compromisso, onde os adversários de Teerã o deixam em paz, é improvável. Ele expressou preocupação, afirmando que não há solução militar para o conflito. Kosachev acredita que a operação inicial dos EUA no Irã, que começou em 28 de fevereiro com Israel, foi uma consequência da "euforia" do presidente Donald Trump após a alegada "abdução" do presidente venezuelano Nicolas Maduro em janeiro, mas que a situação no Irã se desenrolou de maneira diferente, com a população se unindo para defender sua soberania. Ele também observou que o Irã se lembra dos apelos de Israel para "acertar as contas de uma vez por todas" com o país. A notícia ressalta que, após a assinatura de um memorando de entendimento em junho para cessar hostilidades, os EUA retomaram ataques em larga escala em 8 de julho, acusando Teerã de violar os termos relacionados ao Estreito de Ormuz. Posteriormente, Washington sinalizou o fim do uso de força militar em larga escala, optando por "estrangular economicamente" o país através de sanções. O Ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, informou que as consultas com Washington através de Doha e Islamabad são "muito intensivas", e que tudo depende da "vontade política" dos EUA. O Líder Supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, autorizou o governo a negociar um acordo de paz.

Análise

A autorização do Líder Supremo Mojtaba Khamenei para negociações de paz é um fator-chave. A continuidade ou interrupção do trânsito no Estreito de Ormuz, que movimenta 25% do comércio global de petróleo e 20% de gás natural liquefeito, será um indicador fundamental da situação.

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