Na quinta‑feira, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou um orçamento total de R$ 144,5 bilhões para investimentos em habitação em 2027, valor idêntico ao previsto para 2026. O plano inclui R$ 125,5 bilhões para famílias de baixa renda, R$ 15 bilhões para a classe média no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida e R$ 4 bilhões para a linha pró‑cotista, que oferece juros reduzidos a trabalhadores com conta vinculada ao FGTS. O orçamento geral do FGTS para 2027 foi fixado em R$ 169 bilhões, com projeções de redução para R$ 163,7 bilhões anuais até 2030. Na mesma sessão, o conselho prorrogou até 31 de março a regra de transição que permite até cinco saques‑aniversário futuros como garantia em operações de crédito, mudança vinculada à resolução de outubro de 2025. Segundo o Ministério do Trabalho, a medida pode afetar 12,2 milhões de trabalhadores, 92% dos quais com renda de até quatro salários mínimos, e já movimentou R$ 242,5 bilhões desde sua criação, dos quais R$ 94,2 bilhões foram recebidos pelos trabalhadores e R$ 148,3 bilhões pelas instituições financeiras.
O desfecho do impacto dessas medidas será definido pela execução do orçamento habitacional ao longo de 2027, com a divulgação dos relatórios de desempenho do FGTS e do Ministério do Trabalho sobre o volume de financiamentos concedidos e o número de unidades habitacionais entregues. A decisão final sobre a regra do saque-aniversário, após o término da prorrogação em 31 de março de 2027, será crucial para determinar o impacto de longo prazo na liquidez dos trabalhadores e nas operações de crédito garantido das instituições financeiras.
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