O estudo de Alexandre Manoel, da Global Intelligence and Analytics, revela que os cofres públicos foram utilizados com mais intensidade neste ano eleitoral do que em 2022, medido pelo resultado primário e pelo MEFA. Esse aumento de gasto público eleva o déficit primário, exigindo maior emissão de dívida soberana. O maior volume de títulos pode elevar os yields e reduzir o apetite por risco, afetando a cotação do real e o custo de financiamento das empresas. Bancos, emissores de dívida e o índice de ações brasileiro são impactados pelo encarecimento do crédito e pela pressão sobre a avaliação de ativos. O efeito pode se propagar ao consumidor, que enfrenta menor poder de compra caso a inflação reaja ao aumento da dívida. O desfecho dependerá da evolução dos resultados primários trimestrais e das respostas do Banco Central ao risco soberano. O monitoramento dos spreads de títulos públicos será crucial para validar se o impacto fiscal se traduz em maior volatilidade nos mercados.
Acompanhar a divulgação trimestral do resultado primário e do MEFA, que medem a expansão fiscal, e observar a reação do spread dos títulos soberanos brasileiros (BTG‑LD) nas próximas semanas.
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