O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 13,75% ao ano na reunião de quarta‑feira, 4 de novembro de 2026, interrompendo um ciclo de flexibilização que durou cinco encontros, de março a setembro. A medida reflete a avaliação de que o ambiente externo se tornou mais adverso, com a escalada do conflito no Oriente Médio mantendo o preço do petróleo em US$ 100 por barril e o risco de El Niño afetando as safras de alimentos, fatores que pressionam a inflação para cima. O comunicado destacou que os riscos inflacionários permanecem acima do normal e assimétricos, com maior peso para pressões altistas, incluindo desancoragem das expectativas, preços do petróleo, inflação de serviços resiliente, câmbio depreciado e estímulos ao consumo. Para o horizonte de política monetária em 2028, a projeção de inflação subiu para 3,5%, frente a 3,2% anteriormente, enquanto o Boletim Focus indicava expectativa de IPCA de 4% em 2028, acima da meta de 3%. As projeções de curto prazo para 2026 e 2027 foram elevadas para 5,2% e 4,8%, respectivamente. O Copom reconheceu desaceleração da atividade econômica, mas ressaltou resiliência e mercado de trabalho ainda aquecido, além de manter o foco nas contas públicas e nos impactos fiscais sobre a política monetária.
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