Bitcoin hoje: BTC tenta se recuperar após hack da Binance e de olho nas eleições nos EUA

O Bitcoin (BTC) opera em leve queda nesta segunda-feira (2), depois de chegar a se aproximar dos US$ 79 mil, enquanto o mercado de criptomoedas tenta superar os impactos do ataque hacker de US$ 6,3 bilhões sofrido pela Binance na semana passada. O movimento ocorre após a corretora registrar mais de US$ 6 bilhões em saídas de recursos desde a retomada dos saques, no domingo (1). Nesta manhã, o Bitcoin tem queda de 0,2%, cotado a US$ 77.802 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 425.241, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, sobe 0,7%, a US$ 2.283. Já o XRP cai 0,3%, enquanto a Solana recua 1,4% e a BNB tem queda de 0,9%. No domingo, o BTC chegou a recuar para a região de US$ 77.600, mas voltou a superar US$ 78.500 poucas horas depois, antes de cair novamente nesta segunda. A melhora no mercado cripto acompanha a recuperação dos mercados acionários internacionais, depois de uma sexta-feira de fortes perdas em Wall Street. O Nasdaq 100 caiu 3,5% na sessão anterior, seu pior desempenho diário desde junho, enquanto o índice de semicondutores da Bolsa da Filadélfia recuou 7%. Nesta segunda-feira, os contratos futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 avançavam pelo menos 0,4%, enquanto as bolsas asiáticas também registravam ganhos. Binance registra mais de US$ 6 bilhões em saídas após reabrir saques A movimentação do Bitcoin ocorre em meio às tentativas de normalização das operações da Binance, que sofreu um ataque hacker de aproximadamente US$ 6,3 bilhões na quinta-feira (29). A corretora suspendeu os saques por cerca de 45 horas após identificar a invasão, que afetou carteiras em diferentes redes blockchain. As retiradas começaram a ser restabelecidas às 3h de domingo, no horário de Brasília, e, por volta das 9h36, todas as 15 redes e ativos incluídos na primeira fase de reabertura estavam disponíveis. A retomada provocou uma forte movimentação de recursos. Segundo dados da plataforma DeFiLlama divulgados pelo CoinDesk, mais de US$ 6,1 bilhões em criptomoedas saíram de endereços associados à Binance em um intervalo de 24 horas. O volume equivale a aproximadamente 3,6% dos US$ 171 bilhões em ativos que a corretora informava possuir antes do ataque. O valor, entretanto, não representa necessariamente saques realizados exclusivamente por clientes, já que os dados públicos da blockchain também podem incluir transferências entre carteiras controladas pela própria Binance. Segundo informações divulgadas pela corretora, nas primeiras nove horas e meia após a retomada dos saques foram processados US$ 4,649 bilhões em retiradas, enquanto os depósitos somaram US$ 1,01 bilhão. O resultado foi uma saída líquida de aproximadamente US$ 3,64 bilhões. A Binance afirmou que a demanda por retiradas aumentou significativamente logo após a reabertura, mas começou a diminuir nas horas seguintes, enquanto os depósitos permaneceram em níveis relevantes. Parte da movimentação também beneficiou corretoras concorrentes. A OKX registrou aproximadamente US$ 450 milhões em entradas líquidas, enquanto a Bybit recebeu cerca de US$ 134 milhões. Os números, porém, não permitem identificar quanto desse dinheiro veio diretamente de usuários da Binance. Apesar da retirada bilionária, a plataforma DeFiLlama ainda identificava aproximadamente US$ 129 bilhões em criptomoedas vinculadas a endereços da Binance, embora sua metodologia seja diferente daquela utilizada pela corretora para calcular suas reservas. A empresa também informou que já havia recomposto aproximadamente 95% dos ativos afetados pelo ataque com recursos próprios, restando principalmente tokens de menor liquidez, cuja aquisição pode levar mais tempo. O episódio representa um teste importante para a confiança dos investidores na maior corretora de criptomoedas do mundo. A capacidade da Binance de processar retiradas e manter suas operações funcionando normalmente é acompanhada de perto pelo mercado, que teme que novas dificuldades possam desencadear outra rodada de vendas. O que esperar do Bitcoin nesta semana? Apesar da recuperação dos últimos dias, analistas alertam que o Bitcoin ainda enfrenta obstáculos para sustentar uma valorização mais consistente, especialmente diante do cenário macroeconômico e das incertezas políticas nos Estados Unidos. Jeff Mei, diretor de operações da corretora BTSE, afirmou que os comentários recentes do Federal Reserve indicam que os juros poderão permanecer elevados por mais tempo, reduzindo a liquidez disponível para investimentos de maior risco, como as criptomoedas. “Acreditamos que, diante dos comentários do Fed na semana passada, as pressões macroeconômicas continuarão mantendo os juros elevados, o que pesará sobre a liquidez do Bitcoin e de outras criptomoedas nos próximos meses”, afirmou o executivo. Segundo Mei, o comportamento das ações de tecnologia será um dos principais indicadores a serem acompanhados pelos investidores. Uma recuperação desses papéis poderia sinalizar que a recente onda de vendas perdeu força, abrindo espaço para novas compras de Bitcoin abaixo dos US$ 80 mil. Outro evento importante será a eleição legislativa dos Estados Unidos, marcada para terça-feira (3). A disputa pelo controle da Câmara e do Senado poderá alterar os rumos da regulação do mercado de criptomoedas, especialmente em relação ao Clarity Act, projeto que pretende estabelecer uma estrutura regulatória mais clara para os ativos digitais. Para Mei, o resultado também poderá influenciar as expectativas sobre a política externa americana e os preços do petróleo. O barril do Brent recuava aproximadamente 3% nesta segunda-feira, para cerca de US$ 110, após informações de que o presidente Donald Trump pretende dar mais tempo às negociações diplomáticas com o Irã. Uma eventual redução das tensões poderia aliviar as pressões inflacionárias e beneficiar os mercados financeiros, embora os efeitos sobre as criptomoedas ainda sejam incertos. Além das eleições, os investidores acompanharão os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, previstos para sexta-feira (6), que poderão influenciar as expectativas sobre os próximos movimentos do Fed. Alex Ryzhkin, diretor comercial da empresa de pagamentos B2BINPAY, avalia que a maior participação institucional no mercado de criptomoedas tem ajudado a absorver o impacto de episódios como o ataque à Binance. Segundo ele, ataques contra corretoras continuam pressionando os preços, mas as vendas tendem a ser mais moderadas diante da presença de grandes investidores. Por enquanto, o principal desafio do Bitcoin é recuperar a marca de US$ 80 mil, enquanto o mercado avalia se o pior momento da crise provocada pelo ataque à Binance já ficou para trás ou se as consequências da invasão ainda poderão provocar novas oscilações. Se você quer investir em criptomoedas com segurança, o Mercado Bitcoin oferece um benefício especial aos nossos leitores: use o cupom PORTAL250 no cadastro e ganhe R$ 50 de bônus em Bitcoin ao comprar R$ 250 em ativos. Clique aqui para abrir sua conta. O post Bitcoin hoje: BTC tenta se recuperar após hack da Binance e de olho nas eleições nos EUA apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.

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