Anvisa avalia semaglutida após fim de patente Ozempic

A Anvisa está avaliando 16 pedidos de registro de medicamentos contendo semaglutida, o princípio ativo do Ozempic, após o fim da patente do produto original; o medicamento Ozivy, da EMS, já recebeu aprovação no final de maio. O término da patente elimina o monopólio da Novo Nordisk, incentivando a entrada de múltiplos competidores com versões genéricas ou biossimilares, o que aumentará drasticamente a oferta no mercado. Essa intensa concorrência exercerá pressão deflacionária sobre os preços da semaglutida, impactando a receita da Novo Nordisk (NVO.CO, NVO) e beneficiando empresas farmacêuticas brasileiras como Blau Farmacêutica (BLAU3). Para o investidor brasileiro, a maior disponibilidade e preços mais baixos da semaglutida podem aliviar os custos de operadoras de saúde como Hapvida (HAPV3) e Rede D'Or (RDOR3), melhorando suas margens. Um paralelo histórico é a expiração da patente do Viagra (sildenafil) em 2012 nos EUA, que levou a uma queda de preços de mais de 80% e expansão do mercado. A aprovação dos próximos pedidos de registro pela Anvisa será o gatilho a monitorar, com cada nova aprovação acelerando a pressão competitiva nos próximos meses. No médio prazo (12-24 meses), espera-se uma reconfiguração do mercado de diabetes e obesidade no Brasil, com significativa expansão do acesso.

Análise

Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que a Anvisa continue o processo de avaliação, com a aprovação de mais 2-3 genéricos/biossimilares de semaglutida. Este movimento aumentará a pressão competitiva, e no médio prazo (6-12 meses), a expectativa é de uma redução significativa nos preços da semaglutida, com o mercado monitorando a velocidade das aprovações e a estratégia de precificação dos novos entrantes.

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