O dólar à vista abriu o pregão desta quarta-feira com leve alta de 0,10%, cotado a R$5,1450, refletindo a cautela dos agentes de mercado à espera de um catalisador. O principal evento aguardado é a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) nos Estados Unidos, que serve como o medidor de inflação preferencial do Federal Reserve. Um PCE mais alto que o esperado pode reforçar a postura hawkish do Fed, elevando os rendimentos dos títulos americanos e atraindo capital para os EUA, o que tende a valorizar o dólar frente a moedas emergentes como o real. Consequentemente, ativos brasileiros sensíveis ao câmbio, como ações de exportadoras e importadoras, sentirão o impacto. Historicamente, dados de inflação americanos mais fortes que o consenso, como o PCE de abril de 2022 (0.6% MoM vs 0.2% esperado), geraram valorização significativa do dólar e pressão sobre o real. O próximo gatilho será a própria divulgação do PCE, seguido de perto pelas reuniões do FOMC e Copom, com a trajetória da inflação americana moldando o cenário de médio prazo para o câmbio e os juros globais.
Nas próximas 24-48 horas, o USDBRL (cotado a R$5,1443) deve reagir diretamente ao resultado do PCE. Um número acima do consenso pode impulsionar o dólar para R$5,18-5,20, enquanto um dado mais fraco pode levá-lo a R$5,10-5,12, aliviando a pressão sobre a Selic e o fluxo de capital para emergentes.
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