Itaú Unibanco, o maior banco privado do Brasil, formalizou sua atuação como provedor de serviços de cripto‑ativos perante o Banco Central, conforme relatório local. O registro cobre intermediação e custódia, atividades que a autoridade reguladora equipara às de corretoras. A iniciativa ocorre enquanto o setor de cripto no país enfrenta um prazo apertado para obtenção de licenças. As resoluções 519, 520 e 521, publicadas em 2025 e início de 2026, criaram a categoria de Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) com vigência a partir de 2 de fevereiro de 2026. Elas exigem segregação de ativos de clientes, capital mínimo e normas de governança, AML e segurança semelhantes às aplicáveis a corretoras de valores. A resolução 521 também inseriu as transações de cripto no regime cambial, limitando a US$ 100,000 as transferências com contrapartes não autorizadas. Itaú já oferecia custódia de cripto desde 2022 e, no final de 2025, passou a permitir que clientes de varejo comprem e vendam bitcoin via aplicativo íon, mantendo os ativos em custódia própria. Em 1º de julho de 2026, o Banco Central aprovou regras mais rígidas, que entrarão em vigor em 2027, exigindo requisitos de segurança financeira equiparáveis aos de corretoras. A medida indica que os maiores bancos brasileiros pretendem manter a atividade cripto dentro do sistema financeiro nacional, afastando-a de plataformas estrangeiras.
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