Na segunda‑feira (26), o dólar avançou 8,25%, fechando a negociação a R$ 5,403, e o índice Ibovespa caiu 13,88%, gerando forte volatilidade na Bolsa brasileira. Segundo análises do JPMorgan e do BTG Pactual, exportadoras como Suzano (SUZB3), Vale (VALE3) e Gerdau (GGBR4) podem se beneficiar da desvalorização do real, pois recebem receitas em dólar e têm custos em reais. Uma queda de R$ 0,20 no real poderia elevar o EBITDA da Suzano entre 5% e 6%, da Vale entre 4,5% e 5% e da Gerdau entre 4% e 5%. O BTG Pactual estima que, se o dólar subir de R$ 5,50 para R$ 6, o lucro líquido projetado para 2027 poderia crescer 11% na WEG (WEGE3) e 8% na Embraer (EMBJ3). Klabin (KLBN11) também tem receitas relevantes no exterior, o que pode melhorar seus resultados em reais. Os analistas alertam que a alta cambial pode aumentar custos de matérias‑primas, dívidas e outros encargos, de modo que o impacto final dependerá da estrutura de proteção cambial de cada empresa.
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