Juros disparam após eleição: quanto R$ 10 mil no Tesouro podem render ou encolher

A segunda‑feira (26) marcou a maior alta diária de taxas da série histórica do Tesouro Direto, depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Tesouro Prefixado 2029 passou de 12,76% ao ano no fechamento de sexta‑feira (23) para 15,26% ao final da segunda‑feira, representando um salto de 2,5 ponto percentual. Segundo a simulação do educador financeiro Matheus Oka, um investidor que aplicou R$ 10 mil no título na sexta‑feira e vendeu na segunda teria recebido cerca de R$ 9.542, perdendo aproximadamente R$ 458, ou 4,6%, em um único dia útil. Oka explicou que a marcação a mercado funciona como uma gangorra: quando a taxa sobe, o preço do papel cai, e a perda só se materializa para quem vende antes do vencimento, que ocorre em janeiro de 2029. Em outra simulação, um aporte de R$ 10 mil feito na terça‑feira (27) foi dividido entre o Tesouro Prefixado 2029 (14,79% ao ano) e o Tesouro IPCA+ 2032 (IPCA + 7,64%), considerando diferentes cenários de variação de taxas, imposto de renda de 20% e taxa de custódia da B3, com inflação projetada em 4,5% ao ano.

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