A Berkshire Hathaway registrou um retorno anual composto de aproximadamente 13% durante uma década, um desempenho robusto em termos absolutos. Contudo, essa taxa não superou o índice de mercado, que provavelmente inclui o S&P 500, demonstrando a dificuldade de grandes veículos de investimento em superar benchmarks amplos. O mecanismo econômico por trás dessa subperformance reside na dominância de ações de tecnologia e crescimento, que se beneficiaram de um ambiente de juros baixos e inovação, em detrimento de estratégias de valor. Consequentemente, ativos como o ETF SPY e o ETF QQQ, que representam o mercado e o setor de tecnologia, respectivamente, superaram a BRK.B. Para o investidor brasileiro, isso reforça a importância de considerar ETFs globais como o IVVB11 para exposição ao mercado americano, avaliando o custo-benefício da gestão ativa versus passiva. Historicamente, períodos pós-crise financeira de 2008-2009, com juros baixos e expansão tecnológica, viram o investimento em valor (como o de Warren Buffett) ter performance inferior à do mercado geral. O próximo gatilho a monitorar é a trajetória das taxas de juros, com a decisão do FOMC em 16 de setembro de 2026, pois um aumento poderia favorecer uma rotação para ações de valor. No horizonte de médio prazo, a persistência ou reversão do regime de juros determinará se a estratégia da Berkshire Hathaway retomará a superformance.
Nos próximos 3-6 meses, o mercado deve continuar a favorecer o crescimento, mantendo a pressão sobre estratégias de valor como a da Berkshire Hathaway. Um possível catalisador para uma mudança de cenário seria uma sinalização clara do FOMC em 16 de setembro de 2026 de manutenção ou aumento das taxas de juros, o que poderia desencadear uma rotação para valor. Atualmente, o mercado precifica uma probabilidade maior de continuidade do regime de crescimento.
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