O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou 0,50% em junho de 2026, após uma alta de 0,84% em maio, conforme dados da FGV Ibre, superando a mediana de queda de 0,47% esperada pelo mercado. A queda do IGP-M, que possui forte peso de preços no atacado e de aluguéis, reduz a pressão inflacionária geral na economia brasileira, diminuindo os custos de repasse para empresas e o reajuste de contratos. Esta descompressão inflacionária favorece empresas do varejo e construção civil, como MGLU3 e CYRE3, além de FIIs de tijolo como HGLG11 e VISC11. Para o investidor brasileiro, o cenário de IGP-M em queda reforça a tese de um Real (USDBRL) mais valorizado no médio prazo e um Ibovespa (BOVA11) impulsionado por menores custos de capital e maior consumo. Bancos centrais, como o Copom, monitoram de perto índices de preços para calibrar a política monetária, e um IGP-M abaixo do esperado pode dar mais confiança para um ciclo de flexibilização monetária. Historicamente, períodos de desinflação surpreendente, como observado em meados de 2017 e 2020, levaram a rallies significativos em setores domésticos. O próximo dado a monitorar será o IPCA de julho, crucial para as próximas decisões do Copom, e se a tendência de desinflação persistir, o Brasil pode ver um ciclo de cortes de juros mais robusto, impulsionando ativos de risco até o final de 2026.
Nas próximas 4-8 semanas, se o IPCA de julho (previsto para 9 de agosto) confirmar a tendência desinflacionária, o mercado antecipará cortes mais profundos da Selic, impulsionando o BOVA11 para a faixa de 180.000-185.000 pontos. O Real ($5.17 hoje) pode testar $5.05-5.10.
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