Trégua comercial EUA-China frágil pós-cúpula Xi-Trump, dizem analistas

A trégua comercial de dois meses entre Estados Unidos e China é considerada frágil por analistas do Asia Society Policy Institute, mesmo após a cúpula da semana passada entre Xi Jinping e Donald Trump. A avaliação indica que as concessões econômicas foram insuficientes para resolver as disputas comerciais subjacentes, mantendo um cenário de "testes recíprocos" entre as duas potências. Para o Brasil, a incerteza na relação EUA-China pode desacelerar o comércio global, afetando a demanda por commodities e pressionando o real devido ao aumento da aversão ao risco global. Governos e bancos centrais provavelmente manterão uma postura cautelosa, monitorando a evolução das negociações para ajustar políticas monetárias e fiscais em resposta a potenciais escaladas. Similarmente, em 2018-2019, a escalada da guerra comercial levou a tarifas recíprocas que resultaram em uma desaceleração do crescimento global em cerca de 0,5% do PIB, segundo o FMI. O próximo gatilho a monitorar será o término da extensão de dois meses da trégua, quando novas negociações ou imposição de tarifas podem ocorrer. No médio prazo, a volatilidade no comércio global deve permanecer elevada, com empresas buscando diversificar cadeias de suprimentos para mitigar riscos geopolíticos.

Análise

Nas próximas 4-8 semanas, a atenção se voltará para sinais de progresso real nas negociações ou para o risco de novas tarifas. O gatilho principal será a aproximação do fim da trégua de dois meses.

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