O Brasil registra condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de trigo e milho segunda safra, com 74,3% da área de trigo já semeada e 60,7% do milho em fase de maturação. Condições climáticas ideais elevam o potencial de produtividade por hectare, resultando em maior oferta de grãos no mercado doméstico e para exportação. Isso tende a pressionar os preços das commodities para baixo, mas beneficia empresas com maior volume de produção e eficiência. Produtoras de grãos como SLCE3, AGRO3 e TTEN3 veem suas perspectivas de receita e volume melhorarem, enquanto os ETFs de commodities agrícolas como CORN e WEAT podem enfrentar pressão de baixa nos preços. A maior oferta de grãos pode contribuir para a desaceleração da inflação de alimentos no Brasil, influenciando as expectativas para a taxa Selic e o poder de compra do BRL. Em 2017, o Brasil registrou uma supersafra de grãos, com a produção de milho atingindo recorde de 97,8 milhões de toneladas (alta de 50,2% ante 2016), o que impulsionou o setor de logística e reduziu os preços internos dos grãos. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação dos relatórios de estimativa de safra da Conab e USDA nas próximas semanas, que podem confirmar ou ajustar as projeções de produtividade. No médio prazo, uma safra robusta de milho e trigo no Brasil pode fortalecer a posição do país como exportador global, impactando a balança comercial e a dinâmica dos preços de alimentos nos próximos 6-12 meses.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que os relatórios de safra confirmem as projeções otimistas, impulsionando as ações de empresas agrícolas brasileiras como SLCE3 (R$38.00 hoje) e AGRO3 (R$25.00 hoje) com potencial de alta de 5-8%. O impacto nos preços futuros de milho e trigo (CORN em $25.00 e WEAT em $6.00 hoje) deve ser de leve baixa, testando suportes em $24.00 e $5.80, respectivamente.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real