Lula protocola no TSE autorização para quebra de sigilo bancário e telefônico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documento autorizando a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de empresas dele e de seus familiares nos últimos oito anos, incluindo seu filho Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, desde que seu adversário, o candidato Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo. "A divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos, anterior à próxima quarta-feira (21.10.2026), é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar", diz no documento. O presidente cita ainda que a Constituição Federal estabelece a probidade administrativa e a moralidade para o exercício de mandato. No pedido, Lula solicita que as informações sejam tornadas públicas no sistema divulgacand, onde é possível consultar a situação de todas as candidaturas e que seja aberto o sigilo também da empresa de um advogado amigo de Flávio Bolsonaro investigado por suspeita de participar do esquema de fraudes contra aposentados do INSS, Willer Tomaz. "Este desafio e autorização também abrangem as pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores, bem como aquelas em cujas contas bancárias figurem como responsáveis financeiros ou 'usuários máster'" diz a manifestação assinada pelpo próprio Lula. Ao listar as empresas de Flávio Bolsonaro, o petista incluiu a empresa Alcazar Holdings, situada na Ilha da Madeira, em Portual e que tem como sócio o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de envolvimento no esquema de fraudes em descontos no INSS e também por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo bets. A Polícia Federal identificou na investigação da Operação Sem Desconto, sobre fraudes no INSS, que Flávio Bolsonaro seria "usuário master" da conta utilizada pela empresa. A informação consta de e-mails do escritório de Tomaz. Quando a informação veio à público, Flávio e Tomaz negaram que o senador seria responsável por gerir as contas da companhia. No pedido, Lula lista os seguintes parentes que abririam seu sigilos caso Flávio Bolsonaro tope fazer o mesmo com ele e os familiares dele: Rosângela Lula da Silva, Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Claudio Lula da Silva. Em relação aos Bolsonaro, Lula desafia o candidato do PL a abrir o sigilo também dos seguintes parentes e empresas ligadas a eles: Jair Messias Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro. As empresas que Lula lista no pedido apresentado ao TSE: "No que se refere ao Requerente (Lula), há uma única pessoa jurídica nessa condição: a L.I.L.S. PALESTRAS, EVENTOS E PUBLICAÇÕES LTDA., CNPJ n° 13.427.330/0001-00, da qual é sócio não administrador. Quanto ao candidato adversário (Flávio Bolsonaro), diversos veículos de imprensa noticiaram que ele integra o quadro societário de várias empresas no Brasil e mantém vínculo com sociedade sediada no exterior (offshore), a exemplo das seguintes: FLÁVIO BOLSONARO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVO CACIA, ALL IN ONE CORRETORA DE SEGUROS LTDA. BRAVO GRAFENO TECNOLOGIA E INOVAÇÃO LTDA,BOLSONARO DIGITAL LTDA. ALCAZAR HOLDINGS, empresa offshore registrada na Ilha da Madeira (Portugal), de titularidade com o Senhor Willer Tomaz, em cuja conta bancária o candidato Flávio Bolsonaro figuraria como 'usuário master', segundo apuração da Polícia Federal divulgada pela imprensa."

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