A Procuradoria-Geral da República (PGR) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Jair Bolsonaro desrespeitou as proibições judiciais ao ter uma carta de sua autoria divulgada publicamente, lida pelo senador Flávio Bolsonaro em transmissão ao vivo. Apesar da violação, a PGR defendeu a continuidade da prisão em regime domiciliar do ex-presidente. Este cenário de embate institucional e incerteza jurídica tende a elevar o prêmio de risco político no Brasil, impactando a percepção de estabilidade e o fluxo de capital estrangeiro. Consequentemente, ativos brasileiros como o USDBRL e o EWZ podem sofrer desvalorização, enquanto empresas sensíveis ao cenário doméstico, como CYRE3 e LREN3, enfrentam pressão. Historicamente, momentos de instabilidade política no Brasil, como o impeachment de 2016, resultaram em depreciação do real e queda do Ibovespa, com o câmbio chegando a patamares de R$ 4,20-4,50 e o índice caindo mais de 10% no auge da crise. O próximo gatilho a monitorar será a decisão do STF sobre a manifestação da PGR e quaisquer novos desdobramentos políticos relacionados ao ciclo eleitoral de 2026, com o horizonte de médio prazo ditado pela capacidade de estabilização do ambiente institucional.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve permanecer volátil, com o USDBRL (R$ 5.1108 hoje) testando níveis acima de R$ 5,20 e o EWZ (US$ 30.00-32.00) podendo cair ~3-5% se o STF emitir uma decisão que intensifique o conflito político ou se novas declarações de figuras políticas elevarem a tensão. O principal gatilho de curto prazo será a próxima manifestação ou decisão do STF sobre o caso, esperada para o final de julho. No médio prazo (3-6 meses), a trajetória dependerá da capacidade das instituições brasileiras de gerenciar a crise e da clareza do cenário eleitoral de 2026.
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