Uma pesquisa Quaest revelou que a violência é a principal preocupação para 31% dos eleitores, enquanto a economia ocupa o segundo lugar com 16%. Este shift na percepção pública pode direcionar o foco político e os gastos governamentais para a segurança, potencialmente atrasando ou diluindo agendas de reformas fiscais e de crescimento econômico. Setores como varejo (MGLU3, LREN3) e construção civil (CYRE3, MRVE3) podem enfrentar maior incerteza devido ao impacto da violência no consumo e no ambiente de negócios. A priorização da segurança sobre a economia pode gerar instabilidade na política fiscal, pressionando o câmbio (USDBRL) e o prêmio de risco da dívida brasileira, com reflexos no IBOV devido à aversão a risco local. Historicamente, períodos de alta preocupação com segurança pública no Brasil, como observado em 2018, correlacionaram-se com maior volatilidade política e incerteza sobre a agenda econômica, impactando negativamente o investimento estrangeiro. Acompanhar as propostas e prioridades dos candidatos em relação à segurança e à economia será crucial nas próximas eleições, com debates e divulgações de planos de governo servindo como gatilhos. No médio prazo, a persistência dessa preocupação pode exigir que governos equilibrem a demanda por segurança com a necessidade de reformas econômicas para evitar um cenário de estagflação ou baixo crescimento, impactando a atratividade do país para investimentos.
Nas próximas semanas, a divulgação de planos de governo e a intensificação dos debates eleitorais podem gerar volatilidade, especialmente se as propostas para segurança não forem acompanhadas de um plano fiscal crível. No médio prazo (1-3 meses), a percepção de risco-país deve permanecer elevada, com o USDBRL podendo testar a faixa de R$5.25-R$5.35 e setores domésticos de consumo sob pressão.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real