Na manhã de 05/11/2026, a Polícia Federal cumpriu um mandado de prisão preventiva em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, como parte da Operação Dirty Dancing, que visa desarticular uma rede criminosa transnacional especializada em recrutamento de brasileiras para exploração sexual, sobretudo em Israel. A líder da organização, presa nesta manhã, utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para atrair mulheres interessadas em viajar ao exterior, providenciando deslocamento, hospedagem e agendamento de clientes por meio de operadores no Brasil. A investigação, iniciada em fevereiro de 2025 a partir de informações da Polícia de Israel, resultou no bloqueio de bens dos investigados até o limite de R$ 10 milhões, na suspensão de duas empresas vinculadas à presa, na apreensão de passaportes, na imposição de monitoramento eletrônico e na proibição de saída do país para dois suspeitos. Os investigados podem responder por organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio.
A decisão de Justiça Federal de prosseguir com processos criminais e de sequestro de ativos, juntamente com a divulgação de relatórios de execução de bloqueios, definirá o desfecho. O próximo passo esperado é a publicação de sentenças ou de medidas cautelares adicionais, prevista para os próximos meses.
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