Uma semana após a eleição de 27 de outubro, Israel ainda não definiu quem assumirá o primeiro‑ministro. O Likud, liderado por Benjamin Netanyahu, foi o partido mais votado, porém sua bancada caiu de 64 para 53 deputados, oito a menos que o quórum de 61 necessário para formar governo. A coalizão de oposição comandada por Gadi Eisenkot detém 48 cadeiras, enquanto as duas listas árabes – a Lista Conjunta e o Ra'am – ocupam 19. Na quarta‑feira, 04/11/2026, o presidente Isaac Herzog começou a receber as declarações dos partidos sobre quem preferem ver no cargo, com as consultas previstas até quinta‑feira, 05/11/2026, e prazo até 11 de novembro para a escolha. A Comissão Eleitoral Central revisou 9.069 urnas e concluiu que não houve dano à integridade das eleições. Os partidos da oposição se reuniram em Herzliya e propuseram um governo de emergência nacional, mas enfrentam impasses sobre quatro condições impostas por Eisenkot, incluindo o reconhecimento de Israel como Estado judeu e democrático e a classificação do Hamas como organização terrorista.
A definição do primeiro‑ministro dependerá da decisão do presidente Isaac Herzog até 11 de novembro de 2026, que escolherá o candidato com maior probabilidade de reunir 61 votos. O desfecho será confirmado quando o mandatário anunciar o nome do líder designado e o prazo de 28 dias (prorrogáveis) para a formação da coalizão for iniciado.
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