O Brent subiu para quase US$106 o barril depois que o presidente Zelensky declarou que os ataques contra a Rússia prosseguirão. Essa declaração aumenta a percepção de risco geopolítico sobre as exportações de petróleo russo, reduzindo a oferta esperada e impulsionando os preços globais. Produtores de energia como Exxon Mobil, Chevron e Petrobras têm perspectivas de receita mais altas, enquanto companhias aéreas como Azul enfrentam custos de combustível mais elevados. Para o investidor brasileiro, o aumento do Brent eleva o preço do combustível doméstico, encarecendo passagens aéreas e custos logísticos, ao mesmo tempo que pode melhorar os resultados das exportadoras de petróleo listadas na B3. O mercado reagiu com alta do Brent, mas a notícia não detalha reações específicas de fundos ou gestores. Um paralelo histórico é a Guerra do Golfo em 1990‑1991, quando o Brent dobrou de cerca de US$15 para US$30. O próximo relatório semanal de estoques de petróleo da EIA, previsto para 28/10/2026, será crucial para confirmar se a pressão de oferta persiste. O desfecho dependerá da materialização de novos ataques ou de uma des‑escalada diplomática, refletida nos dados de produção e nos desenvolvimentos geopolíticos.
A trajetória do Brent dependerá da materialização de novos ataques que afetem a produção ou exportação russa e de eventuais sinais de desescalada. O próximo relatório semanal de estoques de petróleo da EIA, previsto para 28/10/2026, será o principal indicador de oferta. Declarações oficiais do Ministério da Energia da Rússia e desenvolvimentos no Mar Vermelho também são críticos.
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