As restrições de exportação de tungstênio pela China levaram a um aumento de 200% no preço do hexafluoreto de tungstênio, gás essencial para a fabricação de chips AI, com fabricantes japoneses ameaçando paralisar a produção a partir do próximo mês. Esta escassez de tungstênio, matéria-prima chave, limita a oferta de um precursor vital para semicondutores avançados, exacerbando a pressão de custos e a interrupção da cadeia de suprimentos global, especialmente para a crescente demanda de chips AI. Empresas de semicondutores como TSM, NVDA e ASML enfrentarão custos de produção mais altos e potenciais atrasos, enquanto a Linde (LIN) pode se beneficiar da volatilidade dos preços de gases industriais. O Brasil, embora não seja um grande produtor de tungstênio, pode ser afetado indiretamente por uma desaceleração econômica global ou por oportunidades em minerais alternativos e logística de rotas comerciais. Governos e bancos centrais provavelmente intensificarão o escrutínio sobre a segurança da cadeia de suprimentos e as políticas de reindustrialização, buscando fontes alternativas e incentivos à produção doméstica de semicondutores. Em 2011, as restrições chinesas a terras raras causaram um aumento de preços de até 700%, forçando nações como EUA e Japão a desenvolverem novas fontes e tecnologias de reciclagem em 1-3 anos. O próximo gatilho a monitorar é a confirmação de paralisações de produção pelos fabricantes japoneses e quaisquer declarações oficiais da China ou Japão sobre as medidas de controle de exportação, esperado para o final de junho. A médio prazo (6-12 meses), a situação pode escalar para uma guerra comercial mais ampla no setor de tecnologia, impulsionando investimentos em diversificação da cadeia de suprimentos e em tecnologias de fabricação de chips fora da Ásia.
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