O gasto governamental registrou um aumento substancial de 89% desde 2016, totalizando US$7.2 trilhões, indicando uma política fiscal de forte expansão. Este volume massivo de despesa, presumidamente nos EUA, injeta liquidez significativa na economia, mas eleva preocupações com o crescimento da dívida pública. O mecanismo econômico principal envolve o aumento da demanda agregada, que pode gerar pressões inflacionárias e impactar a política monetária futura. Consequentemente, ativos como o ETF de Títulos do Tesouro de Longo Prazo (TLT) podem enfrentar desvalorização, enquanto empresas de infraestrutura (CAT) e defesa (LMT) tendem a se beneficiar. Para o investidor brasileiro, um dólar enfraquecido pela expansão fiscal pode valorizar o Real (USDBRL), mas a inflação global pode afetar commodities. Um paralelo histórico pode ser traçado com os pacotes de estímulo pós-crise de 2008 ou durante a pandemia de COVID-19, que levaram a aumentos de dívida e posterior inflação. O próximo gatilho a monitorar é a resposta dos bancos centrais a essas pressões inflacionárias, com cenários de médio prazo apontando para uma potencial persistência de taxas de juros elevadas.
Nas próximas 4-8 semanas, o mercado deve digerir as implicações de longo prazo deste aumento de gasto, com o foco em dados de inflação e declarações do banco central. Se os dados de inflação surpreenderem para cima, TLT ($84.21 hoje) pode testar níveis de $80-82. Empresas como CAT e LMT devem manter a resiliência dada a natureza de seus contratos. Um gatilho importante seria qualquer sinal de aperto fiscal ou de contenção da dívida, que poderia aliviar a pressão sobre os bonds.
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