Inflação nos EUA derruba Bitcoin abaixo de US$80.000

O Bitcoin registrou uma queda abaixo de US$80.000 em 15 de outubro, um dia após a divulgação de dois relatórios de inflação nos EUA que superaram as expectativas do mercado. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de setembro acelerou para 3,7%, partindo de 3,4%, enquanto os preços ao produtor (PPI) saltaram 1,3% no mês, marcando o maior aumento desde março de 2022 e mais que o dobro das projeções de mercado. Este cenário inflacionário reforça a expectativa de que o Federal Reserve mantenha uma postura rigorosa em relação às taxas de juros, elevando o custo de oportunidade de ativos sem rendimento como o Bitcoin. Ativos de risco, como BTC e ETH, são diretamente afetados, juntamente com empresas com exposição significativa à criptomoeda, como a MicroStrategy e a Coinbase. Can-Luca Köymen, estrategista de investimentos da Sygnum, comentou sobre o cenário, refletindo a cautela institucional. Em março de 2022, um aumento similar nos preços ao produtor também precedeu um período de maior aversão a risco nos mercados de criptoativos. O desfecho dependerá da persistência da inflação e da agressividade da política monetária do Fed, que influenciará diretamente o apetite por risco global.

Análise

A decisão do FOMC (Fed) em sua reunião de 28 de outubro, seguida pela divulgação do relatório de emprego dos EUA (payroll) em 6 de novembro e do CPI dos EUA em 10 de novembro, definirá o desfecho da política monetária e o apetite por risco.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real