Os preços do petróleo caíram após traders considerarem a perspectiva de maior entrada de diesel russo nos mercados globais, ao mesmo tempo em que o conflito entre a Arábia Saudita e os Houthis trouxe menos temores de interrupções no fornecimento. Essa combinação reduziu a percepção de escassez, pressionando os contratos futuros de Brent e WTI. A queda afeta diretamente as margens de grandes produtores, pois menor preço por barril diminui a receita operacional. Indiretamente, companhias aéreas veem seus custos de combustível reduzidos, melhorando a lucratividade. O desdobramento futuro dependerá da publicação dos próximos estoques de petróleo dos EUA e da reunião do OPEC+ que definirá a política de produção. O mercado acompanhará a evolução da situação no Golfo e a capacidade da Rússia de exportar diesel sem sanções adicionais. Caso os estoques americanos surpreendam em alta, a pressão de baixa pode se intensificar; se o OPEC+ decidir cortar produção, o efeito de reversão pode aparecer.
O desfecho dependerá do próximo relatório semanal de estoques de petróleo dos EUA (EIA) e da reunião do OPEC+ prevista para início de novembro, que definirão a oferta futura.
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