Os preços do petróleo registraram forte alta na sexta-feira, com o Brent negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE) fechando em US$ 116,72 o barril, uma valorização de 3,13% (US$ 3,55) para o contrato de dezembro. O contrato para janeiro subiu 2,80% (US$ 3,04), para US$ 111,70 o barril. Na semana, o Brent acumulou alta de 6,24%. O petróleo WTI para dezembro avançou 3,82% (US$ 3,80), para US$ 103,27 o barril na Nymex, com um salto semanal de 4,29%. Essa movimentação ocorreu em meio a tensões renovadas no Oriente Médio, incluindo confrontos entre houthis e a Arábia Saudita no Mar Vermelho, e a expectativa de ataques entre os EUA e o Irã. O Irã alertou, segundo o Wall Street Journal, que responderá a uma possível retomada de campanhas aéreas dos EUA e Israel com ataques a bases, navios de guerra americanos, além de aeroportos, oleodutos e outros alvos civis em países vizinhos no Golfo Pérsico. Em paralelo, o Departamento de Energia dos EUA (DoE) autorizou a liberação e emitiu propostas envolvendo a Reserva Estratégica de Petróleo (SPR) para estabilizar o suprimento de combustíveis diante de perdas de estoques e interrupções no mercado. Analistas do ING afirmam que os preços são sustentados pelo risco de futuras interrupções, e não pelas condições atuais de oferta, considerando sua previsão anterior de US$ 80 para o Brent no 4º trimestre como inatingível.
A resposta dos EUA e Israel a eventuais ataques aéreos iranianos, bem como a eficácia das liberações da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR) pelo Departamento de Energia dos EUA, serão cruciais para a estabilização dos preços. A próxima rodada de negociações trilaterais Rússia-Ucrânia, prevista para a primeira quinzena de novembro, também pode influenciar o sentimento geopolítico mais amplo.
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