Uma estratégia de investimento em criptoativos acumulou perdas em onze dos últimos doze meses, impulsionada pela fraqueza contínua do Bitcoin. Esse cenário de baixa ou lateralização prolongada do BTC dificulta a geração de alfa para fundos e estratégias que dependem de volatilidade direcional ou impulso de alta. Consequentemente, ativos com forte correlação ao Bitcoin, como Ether e mineradoras, enfrentam pressão de queda em suas avaliações. Para o investidor brasileiro, a desvalorização global do BTC pode limitar o apetite por investimentos em cripto e impactar ETFs locais como HASH11. Historicamente, o 'inverno cripto' de 2018-2019, com BTC caindo mais de 70% do seu pico, resultou no fechamento de inúmeros fundos e estratégias. O próximo gatilho a monitorar é a capacidade do Bitcoin de sustentar um nível de suporte psicológico e técnico acima de $70.000 nas próximas 2-4 semanas, que pode sinalizar uma reversão ou continuação da fraqueza.
Nas próximas 1-4 semanas, o Bitcoin ($77k hoje) deve permanecer em uma faixa de negociação lateral a levemente descendente, com forte resistência em $78.500 e suporte em $68.000. Se o BTC cair abaixo de $68.000, estratégias direcionais enfrentarão maior pressão, com MSTR e MARA potencialmente caindo 10-15%. No médio prazo (1-3 meses), a recuperação dependerá de um catalisador macroeconômico (ex: corte de juros pelo Fed) ou de um influxo institucional significativo em ETFs spot, o que poderia levar o BTC a testar $80.000. Caso contrário, a fraqueza pode persistir, mantendo a pressão sobre os ativos de risco do setor cripto.
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