Justiça Eleitoral determina que Zema deponha sobre uso de celular na cabine de votação

A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Civil colha depoimento do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), para esclarecer sobre o uso de celular na cabine de votação no primeiro turno das eleições. A Justiça Eleitoral também determinou que prestem depoimentos os mesários que atuaram na seção eleitoral da Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá (MG), onde o então candidato à Presidência da República votou no dia 4 de outubro. A decisão é da 17ª Zona Eleitoral de Araxá. A Polícia Civil informou que vai cumprir as diligências determinadas pela Justiça Eleitoral, mas não informou a data. No dia 4, Zema admitiu que entrou na cabine de votação com o celular, mas disse que não foi alertado pelos mesários para deixar o aparelho fora da cabine de votação. Ele também disse no dia que não usou o celular para votar. "Não fotografei nada, não fiz nada com o celular, só votar mesmo", afirmou a jornalistas no dia da eleição. "Ando com o celular o dia inteiro, quase como se fosse um dedo. Mas não afetou em nada meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali, só fui votar mesmo. Eu tinha a colinha no papel. Se tivessem me alertado, eu teria entregado na hora", afirmou Zema a jornalistas no dia. No mesmo dia, o Ministério Público Eleitoral fez uma denúncia por suposta violação de sigilo do voto. A acusação informou que, segundo imagens da mídia, Zema olhou para a tela do aparelho durante a votação. Também havia um segundo celular apoiado sobre a mesa da cabine. A legislação eleitoral proíbe o uso de celulares e outros equipamentos eletrônicos para a cabine de votação, para que o sigilo do voto seja preservado. Durante o primeiro turno, Zema ficou em sexto lugar no primeiro turno, com 0,27% dos votos válidos na corrida presidencial.

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