O consumo nos lares brasileiros recuou 1,46% em setembro na comparação com agosto, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Apesar da queda mensal, o indicador registrou alta de 0,59% ante setembro de 2025. No acumulado de janeiro a setembro, o avanço é de 2,70%. Depois das altas de 3,01% em julho e 2,21% em agosto, a Abras classificou o resultado de setembro como um movimento de acomodação. Segundo o vice-presidente da entidade, Márcio Milan, a retração não foi um movimento isolado do ano, embora tenha sido mais intensa do que a observada nos dois anos anteriores. Em setembro de 2024, o consumo caiu 1,30% ante agosto. Em igual intervalo de 2025, o recuo foi de 0,94%. A Abras afirmou que o mercado de trabalho e a renda seguem sustentando o consumo das famílias. A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, enquanto a população ocupada alcançou 103,5 milhões de pessoas. A entidade também destacou a entrada de recursos na economia ao longo de setembro, com R$ 13,04 bilhões em transferências do Bolsa Família para 19,3 milhões de famílias, R$ 3,22 bilhões liberados pelo Conselho da Justiça Federal em requisições de pequeno valor e ações judiciais e R$ 1,24 bilhão do último lote regular de restituição do Imposto de Renda. Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural Na outra ponta, a inflação de alimentos voltou a avançar. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro, após queda de 0,32% em agosto. No grupo alimentação e bebidas, a alta foi de 0,83%, depois de três meses consecutivos de recuo. Na alimentação no domicílio, o avanço foi de 0,96%. A cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, subiu 1,08% em setembro ante agosto, interrompendo três meses de queda. O valor médio nacional passou de R$ 837,14 para R$ 846,22. No acumulado do ano, a alta chega a 5,73%. Entre os itens com maior alta no mês estão arroz, com 4,56%, óleo de soja, com 1,83%, e açúcar refinado, com 1,11%. O feijão caiu 4,02% e o café torrado e moído recuou 1,09%. Nos vegetais frescos, as maiores altas vieram do tomate, com aumento superior a 37%, da batata, com mais de 24%, e da cebola, com 10,14%. Já a cesta de 12 produtos básicos ficou praticamente estável, com alta de 0,12%, e passou de R$ 356,76 para R$ 357,20. No acumulado de janeiro a setembro, o avanço é de 4,94%. Os dados de setembro mostram recuo do consumo na comparação mensal, com manutenção de alta no acumulado do ano e retomada da pressão dos alimentos sobre o orçamento das famílias. No varejo alimentar, a cesta de produtos de largo consumo voltou a subir, puxada por básicos e vegetais frescos. Fonte: Estadão Conteúdo O post Consumo nos lares recua 1,46% em setembro, informa Abras apareceu primeiro em Canal Rural.
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