O Bitcoin registrou um recuo significativo após os dados de inflação dos EUA não conseguirem impulsionar seu preço, levando os ETFs de Bitcoin spot a experimentarem as primeiras saídas líquidas de dois dias consecutivos em agosto. Tradicionalmente visto por alguns como um hedge inflacionário, a falta de reação positiva do BTC sugere que o mercado está reavaliando essa tese, enquanto as saídas de ETFs indicam uma pausa no fluxo de capital institucional que impulsionou o ativo nos meses anteriores. Essa pressão de venda impacta diretamente o BTC, arrastando consigo empresas de mineração como MARA e plataformas de negociação como COIN, que dependem do volume e valor do criptoativo para sua receita. Para o investidor brasileiro, a desvalorização do BTC pode levar a uma correção nos ETFs locais como HASH11 e BITH11, além de influenciar o sentimento de risco em ativos dolarizados, embora o USDBRL ($5.1890) tenha subido ligeiramente. Historicamente, em 2022, o Bitcoin também falhou em atuar como porto seguro durante picos inflacionários, caindo mais de 70% de seu pico, o que reforça a cautela atual sobre sua correlação com a inflação. O próximo gatilho crítico será o relatório de payroll dos EUA em 4 de setembro de 2026, que poderá fornecer nova direção sobre a política monetária e o apetite por risco, influenciando a liquidez e o fluxo para ativos digitais. No médio prazo, se o fluxo de ETFs não se recuperar e a correlação com a inflação permanecer fraca, o Bitcoin pode entrar em um período de consolidação ou correção mais profunda, com o suporte de $70k como ponto crucial para a manutenção da tendência de alta.
Nas próximas 2-4 semanas, o Bitcoin deve enfrentar resistência em $78k-$80k e testar o suporte de $70k. O gatilho para uma reversão ou continuação da queda será o payroll dos EUA em 4 de setembro de 2026 e a recuperação ou não dos fluxos de ETF.
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