O senador Steve Daines, membro dos comitês de Relações Exteriores e Finanças do Senado dos EUA, apelou para que Washington e Pequim evitem a escalada de ações retaliatórias. Ele citou os recentes controles de exportação de terras raras da China contra empresas americanas e a decisão do Pentágono de incluir várias empresas de tecnologia chinesas em sua lista negra como 'desenvolvimentos lamentáveis'. O mecanismo econômico por trás dessas ações envolve a interrupção das cadeias de suprimentos globais, o aumento dos custos de produção e a restrição do acesso ao mercado para empresas de tecnologia e manufatura. Consequentemente, ativos de empresas dependentes de insumos chineses ou com operações na China, como AAPL e TSM, enfrentam pressão negativa, enquanto empresas de terras raras fora da China, como MP e ETFs como REMX, podem se beneficiar. Para o investidor brasileiro, o impacto é indireto, via desaceleração do crescimento global e menor demanda por commodities, afetando a percepção de risco. Um paralelo histórico pode ser traçado com a guerra comercial EUA-China de 2018-2019, que resultou em tarifas significativas e levou à reconfiguração de cadeias de suprimentos e aumento de custos. O próximo gatilho a monitorar são as declarações oficiais de política comercial e quaisquer novas restrições de exportação ou importação. No médio prazo, o cenário aponta para uma continuação do processo de 'decoupling' estratégico, com empresas buscando maior independência em suas cadeias de suprimentos.
Espera-se que as tensões EUA-China persistam e que o processo de 'decoupling' estratégico continue nos próximos 6-12 meses, com declarações e ações de ambos os lados adicionando volatilidade. Os investidores devem monitorar de perto os próximos comunicados oficiais e as reuniões diplomáticas para quaisquer sinais de escalada ou desescalada, pois estes eventos podem ser gatilhos significativos para movimentos de mercado.
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