Beata Manthey, chefe de estratégia de ações europeias no Citi, destaca que os preços de energia em alta representam o principal risco para os mercados de títulos e ações. Ela enfatiza que a geopolítica é atualmente o 'maior risco', gerando incerteza e impactando a precificação de ativos globalmente. O mecanismo econômico reside na pressão inflacionária dos custos de energia, que força bancos centrais a manterem políticas monetárias restritivas, elevando juros e reduzindo o apetite por risco em equities. Consequentemente, ativos como empresas de energia e defesa podem se beneficiar, enquanto setores consumidores de energia e de varejo discricionário tendem a sofrer, e títulos de dívida enfrentam pressão de queda nos preços (alta nos rendimentos). Historicamente, choques de petróleo como os da década de 1970 ou a Guerra do Golfo em 1990 resultaram em inflação global e recessões, com ativos de energia e ouro performando bem. O próximo gatilho a monitorar é qualquer desenvolvimento nas tensões geopolíticas globais, sem data específica mencionada na notícia. No médio prazo, a resolução desses conflitos pode trazer um 'pass-through' otimista, estabilizando os mercados e permitindo um foco em fundamentos corporativos.
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