Petrobras: ações seguem com boa relação risco-retorno mesmo após disparada, diz BBI

A poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, a Petrobras (PETR4; PETR3) continua figurando entre as ações mais sensíveis ao resultado das urnas. Em relatório divulgado nesta semana, o Bradesco BBI revisou seu indicador proprietário de “medo e ganância” para a estatal e concluiu que os riscos para o papel seguem assimétricos, com potencial de valorização superior ao de queda dependendo do desfecho eleitoral. Os analistas atualizaram as premissas para refletir preços mais elevados do petróleo, projeções mais otimistas de produção e um câmbio de R$ 4,70 por dólar em um eventual cenário de mudança de políticas para a companhia. Segundo o banco, mesmo após a forte valorização recente das ações, a relação risco-retorno continua favorável. No acumulado do ano, PETR3 avança cerca de 110% e PETR4 tem ganhos de 100%. De acordo com o exercício realizado pelo BBI, em um cenário de mudança de política na Petrobras, os ADRs da companhia poderiam apresentar potencial de valorização de 28%, enquanto as ações negociadas na B3 teriam espaço para subir cerca de 20%. Já em um cenário de manutenção das políticas atuais, o potencial de queda estimado seria de 23% para os ADRs e de 9% para os papéis locais. Leia também Como a Petrobras se comporta em anos eleitorais? Veja desempenho nas últimas eleições Neste ano, PETR3 subiu 110%, a R$ 64,73 e PETR4 avançou 98,46%, a R$ 57,83 Estrangeiros lideram otimismo com Brasil; Petrobras supera Itaú entre ações favoritas Bradesco BBI destaca que investidores estrangeiros são hoje o principal motor do movimento de alta da Bolsa brasileira, enquanto locais possuem maior cautela “Os riscos relacionados à eleição permanecem inclinados para o lado positivo”, afirmam os analistas liderados por Vicente Falanga no relatório. Petróleo mais caro e produção maior reforçam tese A atualização do modelo refletiu uma elevação nas estimativas para o preço do petróleo, que agora consideram Brent médio de US$ 90 por barril em 2026 e US$ 80 em 2027, antes de convergir para US$ 68 no longo prazo. O BBI também revisou para cima suas projeções de produção da Petrobras para os próximos anos. No cenário-base de manutenção das políticas atuais, o banco projeta Ebitda de cerca de US$ 65,5 bilhões em 2027 e fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) de aproximadamente US$ 21,6 bilhões. Os dividendos estimados para o período alcançam US$ 12,5 bilhões, equivalentes a um dividend yield de 8%. Leia também: Petrobras salta 100% em 2026, Vale fica para trás: o que esperar das gigantes agora? Já no cenário de mudança de política, as estimativas apontam para geração de caixa ainda maior. O FCFE projetado para 2027 sobe para cerca de US$ 26,8 bilhões, enquanto os dividendos alcançariam US$ 14,7 bilhões, resultando em yield de 9,3%. Nos anos seguintes, os rendimentos projetados ultrapassariam 10% ao ano. A análise reforça a visão de que a Petrobras seguirá no centro das atenções dos investidores até a definição eleitoral. Isso porque mudanças na estratégia corporativa, no ritmo de investimentos, na política de alienação de ativos e na distribuição de dividendos podem alterar significativamente o valor percebido da companhia. O balanço entre riscos e oportunidades continua favorecendo uma visão construtiva para o papel. The post Petrobras: ações seguem com boa relação risco-retorno mesmo após disparada, diz BBI appeared first on InfoMoney.

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