O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reclamou de forma acalorada sobre a eleição de parlamentares que tinham como pauta única o avanço de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre também se queixou das contestações do resultado das eleições realizadas por aliados do presidenciável derrotado, o senador Flávio Bolsonaro (RJ). "Infelizmente, muitos atores políticos do meu país, chamado Brasil, se promoveram e ganharam a eleição ofendendo e agredindo as pessoas. Não teve proposta de universidade. Não apresentaram que iam vir para Brasília defender o desenvolvimento econômico do país, defender a democracia, defender a saúde, o Estado de Direito. Mas ofensas, ameaças e agressões foram todos os dias", expressou o chefe do Legislativo, cuja postura de não abrir impeachment contra ministros do STF pautou diversas campanhas de senadores eleitos. O amapaense seguiu com as críticas de que campanhas baseadas em ataques e ofensas deram votos e elegeram pessoas para ocupar a Câmara e o Senado. "E o pior de tudo isso, para a minha tristeza e de milhões de pessoas: ganharam as eleições com base em alguma agenda específica, fosse ela contra o Judiciário ou contra o Executivo, fosse ela contra o presidente do Senado. Porque dava voto na eleição um parlamentar ofender o presidente do Senado Federal que não abre processo de impeachment contra ministro do Supremo Tribunal Federal. Nós demos votos e nós estamos aqui. Abriu as urnas e ganharam a eleição", completou. Alcolumbre também criticou as declarações de aliados de Flávio de que a virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno do pleito não foi legítima. "No primeiro turno, a urna eletrônica prestou. No primeiro turno, abriu a mesma urna, e essa mesma urna eletrônica, que tem 30 anos, serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição. Essa mesma urna eletrônica serviu para eleger 20 e tantos senadores do PL", declarou. "Ela serviu para comemorar no primeiro turno uma eleição vitoriosa do adversário do presidente Lula, e quando abriu no segundo turno não prestou mais a urna. O resultado valeu para o primeiro turno. Eu não achei um para dizer que estava errado desde o primeiro turno. Não, ninguém fala mais nada", finalizou o presidente do Senado.
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