O dólar à vista subiu 0,44% e encerrou o dia em R$5,1479, impulsionado pela alta do petróleo e pela incerteza nas eleições brasileiras. O avanço reflete o fortalecimento global do índice DXY e a busca por moeda segura diante de risco político. Para investidores brasileiros, a pressão cambial eleva o custo de importação e favorece ativos ligados a commodities. Em 2022, durante as eleições presidenciais, o DXY subiu 0,6% e o real recuou cerca de 2% em um mês, gerando movimento similar nos exportadores. O próximo gatilho a monitorar são os resultados preliminares das eleições desta semana, que podem ampliar a volatilidade cambial nos próximos 5 a 10 dias. No médio prazo, se o dólar permanecer acima de R$5,20, exportadoras podem registrar ganhos de 3‑5% em reais, enquanto importadoras podem perder de 2‑4%; caso o real recupere, a tendência se inverte.
Nos próximos 5‑10 dias, se os resultados preliminares das eleições indicarem maior volatilidade política, o DXY deve continuar subindo e o real deve recuar, pressionando importadoras. Entre 2‑4 semanas, um dólar acima de R$5,20 sustentará alta nas exportadoras; qualquer reversão do real acima de R$4,90 inverterá a tendência.
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