O banco UBS divulgou uma análise indicando que o Federal Reserve realizará mais duas elevações nas taxas de juros antes do encerramento de 2026. Este cenário de aperto monetário intensificado tende a aumentar o custo de capital globalmente, reduzindo a liquidez nos mercados financeiros. Para o investidor brasileiro, isso implica maior pressão sobre o BRL e o Ibovespa (BOVA11), com o Banco Central do Brasil potencialmente mantendo a Selic elevada para conter a fuga de capitais. Historicamente, ciclos de aperto do Fed, como o de 2022, resultaram em valorização do dólar e correção em equities. Os próximos gatilhos a monitorar incluem as decisões de juros do FOMC em 16 de setembro e subsequentes divulgações de dados de inflação e emprego. No médio prazo, a persistência da inflação pode solidificar este cenário, mantendo a pressão sobre ativos de risco e favorecendo o fortalecimento do dólar.
O principal gatilho de aceleração será a leitura do CPI de outubro, que pode solidificar ou aliviar as expectativas de aperto. No médio prazo, se a inflação persistir, o ciclo de altas pode se estender para o início de 2027, mantendo a pressão sobre ativos de risco e mercados emergentes.
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