A Polícia Federal conduziu ações entre 2 e 3 de outubro em Roraima, Mato Grosso, Ceará e Pará, resultando em 19 prisões em flagrante e apreensão de aproximadamente R$ 74 mil. O mecanismo macroeconômico envolve a percepção de risco político, pois investigações de fraude eleitoral podem alterar a confiança dos agentes econômicos na lisura do processo democrático. O impacto recai sobre investidores que avaliam risco soberano, o real e o índice Bovespa, bem como empresas com grande exposição a contratos governamentais. A mudança de risco se transmite ao mercado através da volatilidade cambial (BRL) e do prêmio de risco acionário, influenciando o IBOV. Não há relatos de reações imediatas de agentes institucionais. Paralelo histórico: nas eleições de 2018, operações da PF antes do segundo turno elevaram a volatilidade do IBOV em cerca de 3% no dia. O próximo gatilho a ser monitorado é a divulgação dos resultados oficiais da eleição e eventuais relatórios adicionais da PF. O desfecho dependerá de se as investigações alterarem a percepção de integridade do pleito, afetando o risco‑país e, consequentemente, a demanda por ativos de renda variável e a cotação do real.
Os resultados oficiais da eleição em 30 de outubro e os relatórios subsequentes da Polícia Federal sobre os casos investigados.
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