Os cracks de diesel, que representam a margem de refino do combustível, dispararam para máximas recordes esta semana, impulsionados pela escalada de tensões no Oriente Médio, a proibição russa de exportações de diesel e os contínuos ataques de drones ucranianos a refinarias russas. A renovada troca de ataques no Estreito de Ormuz e seus arredores dissipou as esperanças de uma rápida recuperação dos fluxos de produtos petrolíferos da região, mantendo os mercados de diesel apertados, conforme análise dos estrategistas do ING. Esta dinâmica beneficia diretamente refinarias como PSX e grandes integradas como XOM e PETR4, que veem suas margens de lucro aumentarem sobre os produtos destilados médios. Em contraste, empresas de transporte aéreo como AZUL4 e de logística marítima como ZIM enfrentam pressões significativas nos custos de combustível. Para o Brasil, isso implica em inflação de custos logísticos e de produção, impactando negativamente a rentabilidade de setores como mineração (VALE3) e agronegócio (ADM). Historicamente, choques de oferta de petróleo e derivados, como o de 2008, quando o Brent atingiu cerca de US$147, levaram a temores de recessão global e movimentos de flight-to-quality. O monitoramento da situação geopolítica no Oriente Médio e na Ucrânia será crucial para os próximos meses, com a manutenção da escassez de diesel podendo desacelerar a economia global e alimentar a inflação no médio prazo.
Nas próximas 4-6 semanas, a escassez de diesel deve persistir, mantendo os cracks elevados e favorecendo empresas de energia integradas e refinarias. O Brent ($95.03) tem potencial para testar US$100-105/barril. Gatilhos incluem novos ataques a infraestrutura de energia ou escalada adicional no Estreito de Ormuz. No médio prazo (3-6 meses), a pressão inflacionária global e o risco de desaceleração econômica podem aumentar se os preços do diesel não se estabilizarem.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real