A Sabesp fechou o terceiro trimestre do ano com um lucro líquido ajustado de R$ 1,1 bilhão, montante que representa uma redução anual de 13,8%. Segundo a companhia, mais uma vez, a linha foi afetada pelas despesas com juros da dívida, que cresceu R$ 6,3 bilhões, para financiar o programa de investimentos. Contribuiu ainda a base de comparação elevada no terceiro trimestre de 2025, quando houve um ganho não recorrente de R$ 1,5 bilhão relacionado a precatórios. Confira os resultados e indicadores da Sabesp e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A companhia reportou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) também ajustado de R$ 3,65 bilhões, redução anual de 13,8%. A linha exclui construção, ativo financeiro, efeitos não recorrentes e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), cuja conclusão da incorporação foi concluída na semana passada. A receita líquida ajustada, por sua vez, cresceu 9% em um ano, fechando o trimestre em R$ 5,96 bilhões. De acordo com a empresa de saneamento, a alta foi puxada pelo reajuste tarifário e pelo aumento do volume, considerando a entrada de novos clientes por meio da universalização dos serviços. O desempenho, porém, foi prejudicado em parte pelo maior volume de chuvas no período, que afetou os padrões de consumo. “Quando chove mais, as pessoas consomem menos água, mas a gente tem o benefício de estar com os reservatórios muito mais carregados do que há um ano atrás, o que ajuda a ter uma tranquilidade no abastecimento”, afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores da Sabesp, Daniel Szlak. Questionado sobre o impacto do regime de chuvas nas obras para lidar com momentos de escassez hídricas, ele afirmou que, se houver, será pontual, mas que o calendário está mantido. De julho a setembro, a Sabesp investiu R$ 4,53 bilhões, aumento anual de 13,8% em linha com o objetivo de alcançar as metas de universalização na área de atuação da companhia. Neste contexto, a alavancagem da Sabesp, medida pela relação dívida líquida por Ebitda, foi a 2,7 vezes contra 2,5 vezes no trimestre anterior. Comportamento que, segundo o diretor, está em linha com o momento de investimentos da companhia que deverá ser remunerado ao longo do ciclo tarifário. Uma queda no indicador é esperada para 2028. Maira Erlich/Bloomberg
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