SpaceX reverte prejuízo e lucra US$ 4,4 bilhões no 3º trimestre

A SpaceX apresentou um lucro líquido de US$ 4,4 bilhões no terceiro trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de US$ 1,05 bilhão reportado há um ano. Diluído por ação, o lucro foi de US$ 0,37 no último trimestre. Esse é o segundo balanço divulgado pela companhia desde sua abertura de capital, em junho deste ano, e o primeiro com resultado positivo. O faturamento consolidado da empresa americana de voos espaciais e internet via satélite do bilionário Elon Musk atingiu US$ 14,6 bilhões no período, sendo 161% maior que a receita do terceiro trimestre de 2025. O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo segmento de inteligência artificial. Analistas esperavam lucro por ação de US$ 0,14, embora a média das projeções mais recentes apontasse para US$ 0,23 por papel. Segundo a FactSet, a receita projetada era de US$ 12,89 bilhões. A SpaceX divulga seus resultados em três segmentos: espaço, conectividade e “super inteligência”, termo usado pela companhia para referir-se à inteligência artificial. O faturamento da unidade espacial, que reúne a operação de lançamentos de foguetes da companhia, foi de US$ 1,77 bilhão no trimestre, alta de 6% em um ano. A projeção do mercado era de US$ 1,4 bilhão. O segmento de conectividade, correspondente à Starlink, teve um faturamento de US$ 5,25 bilhões, alta de 69,4%. Analistas esperavam uma receita de cerca de US$ 4,84 bilhões. De acordo com a empresa, o crescimento foi impulsionado por um aumento das receitas com consumidores de 57% na anual, além de crescimento das receitas dos segmentos corporativo e governamental de 91% anualmente. Em 30 de setembro de 2026, a SpaceX atingiu 13,6 milhões de assinantes consumidores da Starlink, um aumento de 1,6 milhão em relação ao trimestre anterior, impulsionado pelo crescimento nos mercados desenvolvidos. A receita média mensal por usuário (Arpu) da Starlink para consumidores aumentou 5% sequencialmente, para US$ 69. No início de outubro, a SpaceX adquiriu espectro de baixa frequência adicional para o serviço móvel da Starlink e recebeu aprovação da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) para lançar outros 15 mil satélites Starlink de nova geração. Por fim, o negócio de super inteligência (SI) gerou receita de US$ 7,56 bilhões, mais de nove vezes superior ao resultado de US$ 813 milhões registrado no terceiro trimestre de 2025. A FactSet projetava que as receitas da divisão seriam de US$ 6,47 bilhões. Ainda de acordo com a companhia, o desempenho foi impulsionado principalmente pela entrada em vigor de novos contratos de serviços em nuvem, pela aquisição da Cursor e pelo aumento da adoção do Grok por clientes corporativos e consumidores. A capacidade instalada de computação alcançou 1,7 gigawatt (GW) em 30 de setembro de 2026, acima dos 1,4 GW registrados em 30 de junho de 2026 e dos 0,6 GW observados em 30 de setembro de 2025, à medida que a companhia continuou a expansão do projeto Colossus II. A SpaceX ainda assinou contratos adicionais de serviços em nuvem durante o trimestre, ampliando seu “pipeline” de capacidade crítica de infraestrutura de SI destinada a clientes terceiros. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da companhia ficou positivo em US$ 2,79 bilhões no trimestre encerrado em setembro, ante o resultado negativo de US$ 273 milhões há um ano. “Entregamos mais um trimestre forte no terceiro trimestre. A receita cresceu impressionantes 161% na comparação anual, impulsionada pelo contínuo avanço da divisão de conectividade e por uma clara aceleração do nosso negócio de Superinteligência (SI)”, comenta Bret Johnsen, diretor financeiro da SpaceX, em comunicado que acompanhou o balanço. “A combinação de nossa liderança em lançamentos espaciais, das receitas recorrentes da Starlink e da expansão significativa de nossa infraestrutura de SI continua gerando ganhos expressivos de alavancagem operacional.” Por volta da 17h26, as ações da SpaceX subiam 1,5% no pós-mercado de Nova York, cotadas a US$ 149,97 cada. No pregão regular, os papéis fecharam em queda de 0,1%.

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