Os contratos futuros de ouro na Comex fecharam em alta na sexta-feira (25), após quatro sessões consecutivas de perdas, beneficiando-se de preços considerados descontados. Este movimento de recuperação foi catalisado por um alívio nos juros dos Treasuries de curto prazo e na cotação do dólar no exterior. No entanto, o ativo ainda acumulou perdas na semana, sob pressão do estresse nos mercados de renda fixa globais e da perspectiva de políticas monetárias mais restritivas em economias desenvolvidas. A relação inversa do ouro com o dólar e os juros reflete seu status de ativo sem rendimento e porto seguro. Para o investidor brasileiro, um dólar mais fraco tende a aliviar a pressão cambial, mas a alta global dos juros pode impactar o fluxo de capitais. Um paralelo histórico pode ser visto em 2018, quando o ouro reverteu perdas após sinais de menor aperto monetário do Fed, embora o cenário atual de inflação seja distinto. O próximo gatilho a monitorar é o Payroll dos EUA em 2 de outubro de 2026, que pode redefinir as expectativas de política monetária. No médio prazo, o ouro deve oscilar conforme a balança entre a aversão a risco e o custo de oportunidade ditado pelos juros e o dólar.
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