Taxas do Tesouro caem após reunião de Lula com economistas

Na manhã de 05/11/2026, as taxas dos títulos do Tesouro Direto voltaram a cair, aproximando‑se dos níveis de fechamento de 04/11/2026. O Tesouro Prefixado 2032 negociava a 15,24% ao ano, ligeiramente abaixo dos 15,23% da véspera, após ter aberto a 15,34%. O Prefixado 2029 recuou 5 pontos‑base, para 14,84%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 subia 4 pontos‑base, para 15,16%. Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 registrou 7,87% ao ano, após abrir a 7,92%, e o IPCA+ 2050 ficou em 7,43%, frente a 7,48% na abertura. O movimento aconteceu no dia de reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com economistas de sua confiança, incluindo o ministro da Fazenda Dario Durigan, o ex‑ministro Fernando Haddad e o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo, para discutir a dívida pública. Durigan afirmou que não há anúncios imediatos e que as propostas serão levadas ao presidente nas próximas semanas. Na mesma data, o Copom manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo cinco cortes consecutivos, e elevou as projeções de inflação para 2026 de 5,2% para 5,6% e para 2027 de 3,9% para 4,7%. Comentários de analistas do Banco Pine, SulAmérica Investimentos e Citi ressaltaram a possibilidade de pausa prolongada na política monetária.

Análise

A definição do desfecho dependerá das próximas decisões do governo sobre o bloqueio permanente de despesas e das propostas fiscais que serão apresentadas nas próximas semanas, bem como das futuras atas do Copom que indicarão a direção da política monetária nos próximos meses.

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