Os juros futuros negociados na B3 encerraram a quarta‑feira (28) sem direção única, em um pregão marcado por volatilidade. As taxas mais longas subiram, enquanto a ponta curta e o miolo da curva recuaram após declarações de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, que manteve a taxa básica entre 3,75% e 4% ao ano e apontou consenso de que a política monetária começou a surtir efeito. No mercado americano, o rendimento da T‑Note de dois anos caiu para 4,697%, a T‑Note de 10 anos desacelerou para 5,016% e o T‑Bond de 30 anos chegou a 5,345%. Na B3, o contrato DI para janeiro de 2028 fechou em 14,632% (ante 14,383%), o DI para janeiro de 2029 em 14,745% (de 14,762%) e o DI para janeiro de 2031 avançou de 14,911% para 14,970%. O Fed também anunciou mudança no calendário do FOMC: em 2027 um dos oito encontros não terá votação sobre juros e, em 2028, esse número deve subir para dois. No Brasil, operadores citaram a composição da equipe econômica do novo governo Lula e a política fiscal como principais vetores de pressão, além de rumores de cobrança de IOF sobre títulos como LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures, apontados por Marcelo Bacelar (Azimut Brasil) e Gustavo Danilo (Manchester Investimentos). Vitor Kayo, economista da Nomad Investimentos, destacou que a alteração no calendário do FOMC cria mais tempo entre as decisões, ampliando o espaço para discussões de fundo sobre política monetária.
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