O Tesouro dos EUA prevê tomar emprestado US$739 bilhões entre julho e setembro de 2026, paralelamente à recompra de títulos antigos, um volume significativo que impacta a liquidez global. Este aumento na oferta de Treasuries pode exercer pressão sobre os mercados ao absorver capital, com a demanda por títulos governamentais competindo diretamente com outros ativos de investimento. Para investidores, o aumento da oferta de Treasuries, potencialmente com rendimentos mais atrativos, desvia capital de ativos de risco como BTC e ETH. No Brasil, a dinâmica global de liquidez pode impactar o câmbio (USDBRL=$5.2054 hoje) e a alocação em ativos domésticos, embora o efeito direto seja menor. Em 2018, um programa de aperto quantitativo do Federal Reserve resultou em liquidez reduzida e subsequente correção em ativos de risco, incluindo uma queda de 70% no Bitcoin ao longo do ano. O próximo gatilho a monitorar é o anúncio detalhado do cronograma de leilões do Tesouro e a reação dos rendimentos dos títulos de 10 anos, que hoje estão em 4.72%. No médio prazo, a continuidade da emissão de dívida pode manter um teto para o rali de ativos de risco, favorecendo a estabilidade de capital em mercados desenvolvidos.
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