O presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, disse que espera que o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continue medidas que o governo já vinha adotando nos últimos anos no campo de defesa comercial, que tentam proteger a indústria doméstica do aço importado, e de reforma tributária. “Na América do Norte, a demanda do aço continua elevada, mas no Brasil, vemos desaceleração da demanda, em função da sazonalidade”, disse Werneck. “O mercado doméstico é afetado pela entrada excessiva de aço importado”, completou. Em entrevista coletiva sobre o resultado da companhia no segundo trimestre com jornalistas, o executivo disse que vê na reeleição de Lula a possibilidade de continuidade do diálogo sobre medidas que possam endereçar a situação. “O fato de o governo atual já conhecer a gravidade do tema é positivo. Acredito que certamente haverá continuidade do que já foi feito. Esperamos que novas medidas de defesa comercial possam ser implementadas, para proteger a indústria do aço da competição desleal”, afirmou. De acordo com o executivo, a empresa também espera mudanças mais profundas sobre equilíbrio fiscal no país. “Isso será importante para uma nova perspectiva de taxa de juros no país”, disse Werneck, que afirmou que isso é importante para aumentar a competitividade e o apetite da empresa no país. “Será importante dar continuidade à reforma tributária”, acrescentou. O diretor financeiro e de relações com investidores da Gerdau, Rafael Japur, disse que quanto mais cedo essas mudanças de equilíbrio fiscal aparecerem no país, melhor. “Porque é melhor para investimento”, afirmou. As afirmações do comando da empresa acontecem em um momento em que a companhia vem registrando resultado financeiro forte na América do Norte, enquanto no Brasil o desempenho não tem sido o mesmo, com o país apresentando apenas leve recuperação de resultados anteriores. Ainda durante a coletiva, o comando da Gerdau disse que será fundamental para ampliar competitividade no país o avanço nas agendas de transição energética, de redução do custo Brasil e de medidas que possam diminuir o preço do gás natural. “Vemos o leilão de gás da União como muito positivo, e conseguimos arrematar uma quantidade de gás por preço competitivo”, disse o presidente da Gerdau, referindo-se ao primeiro certame realizado pela União e que teve todos os lotes arrematados. Presidente da Gerdau, Gustavo Werneck Ana Paula Paiva/Valor
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