O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, registrou uma queda de 0,6% em junho na comparação mensal, reforçando a expectativa de desaceleração econômica no Brasil. Este dado sugere uma perda de fôlego da atividade doméstica, impactando negativamente setores cíclicos e com maior exposição ao consumo interno, como varejo e construção. Em paralelo, o fim do cessar-fogo entre os EUA e o Irã intensifica as preocupações geopolíticas, podendo levar a uma escalada de tensões no Oriente Médio e influenciar diretamente os preços do petróleo, como o Brent. Para o investidor brasileiro, o cenário implica em pressão sobre o real (USDBRL) e o Ibovespa (BOVA11), com destaque para a performance de exportadoras e empresas defensivas. Um paralelo histórico pode ser traçado com a Guerra do Golfo de 1990-1991, que viu o petróleo disparar ~150% em poucos meses e ativos de defesa valorizarem. Os próximos dados de inflação e a postura dos bancos centrais frente à desaceleração e inflação energética serão cruciais para o horizonte de médio prazo, definindo a trajetória dos mercados nas próximas 4-6 semanas.
Nas próximas 4-6 semanas, a expectativa é de continuidade da pressão sobre os ativos de risco brasileiros devido à desaceleração econômica. O Brent pode testar a resistência de $92-95 se as tensões EUA-Irã não diminuírem. O principal gatilho de reversão seria uma resolução diplomática no Oriente Médio ou dados macroeconômicos brasileiros que surpreendam positivamente.
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