O dólar à vista abriu em queda, sendo negociado abaixo de R$ 4,97, após uma desvalorização de 4,12% na sessão anterior, que levou a cotação a R$ 5,0022. Esse movimento indica uma percepção de menor risco para o mercado brasileiro e um aumento no fluxo de capital estrangeiro para o país. A queda do dólar reduz os custos de importação para empresas brasileiras e alivia a pressão sobre a dívida em moeda estrangeira de muitas companhias. Exportadores, por outro lado, veem suas receitas em reais diminuírem, afetando a competitividade de produtos no mercado internacional. O canal de impacto para o investidor brasileiro se manifesta através do custo de vida, da rentabilidade de empresas exportadoras e importadoras, e das expectativas para a taxa Selic. Em 2016, após um período de incertezas políticas, o dólar registrou uma desvalorização considerável, aliviando pressões inflacionárias e reduzindo custos para setores dependentes de importação. As próximas decisões sobre juros pelo Federal Reserve (FOMC em 04/11) e pelo Banco Central do Brasil (COPOM em 05/11) serão determinantes para a continuidade dessa tendência. O desfecho dependerá da sustentabilidade do fluxo de capital, da evolução do cenário macroeconômico global e da política monetária local.
As próximas decisões de política monetária do Federal Reserve (FOMC em 04/11) e do Banco Central do Brasil (COPOM em 05/11) são cruciais para a trajetória do dólar. Além disso, o fluxo de capital estrangeiro no mercado de juros e ações brasileiro definirá a sustentação da desvalorização do dólar.
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